Publicado por: nataraja8 | 12/02/2010

Reinauguração



Reinauguração

Upload feito originalmente por espaconataraja8

Agradeço todos os amigos e alunos presentes na reinauguração do Nataraja. Agradeço também o apoio daqueles que não puderam comparecer. Espero que todos aproveitem nosso novo espaço, foi tudo preparo com muito carinho para atende-los.
Namaste!
Claudia

Publicado por: lalgarra | 31/01/2010

Forma e conteúdo em harmonia

Nataraja Desenvolvimento Humano

Desde o início deste ano estamos nos expressando a partir de uma nova imagem. Claro que não é apenas um logotipo ou marca, é bem mais do que isso. Esta imagem é o resultado manifestado de uma evolução natural de nosso trabalho. Nos últimos anos, através do Yoga, viemos reunindo uma comunidade pessoas dispostas a buscar algo mais para suas vidas do que um simples viver cotidiano.

Estas pessoas passaram a frequentar nosso espaço de trabalho e, à medida que se envolviam com as práticas do Yoga, progressivamente passar a solicitar novas modalidades, dinâmicas, experiências e conhecimentos que complementassem seus processos individuais.

Em paralelo, alguns profissionais de diversas áreas do auto-conhecimento humano encontraram aqui no Nataraja um centro de atividades equilibrado e coerente, ideal para a disseminação de seus trabalhos.

No final do ano passado, observando com atenção e carinho todo este cenário, fez-se necessário um movimento de atualização do projeto Nataraja. Buscamos então uma nova sede, um espaço mais amplo e apropriado para este novo momento de nossa comunidade.

Foi então que surgiu a necessidade de expressar tudo isso em uma nova imagem, um sinal que evocasse de modo claro este ajuste na deriva de nossos caminhos.

Bem, não é preciso falar mais nada. A imagem fala por si. Espero que todos apreciem evamos trabalhar com empenho para realizar tudo que este símbolo indica: desenvolvimento humano.

Publicado por: nataraja8 | 30/01/2010

Respirando



meditation

Upload feito originalmente por sudjuanda

Respiração, as emoções e a arte da percepção de si mesmo

…o trabalho com a respiração começa
no sentir a atmosfera íntima do organismo
- a postura emocional básica que adotamos
Diante de nós mesmos e do mundo.

Para integrar a respiração natural em nossa vida,precisamos aprender como nos sentir a nós mesmos de forma mais total e precisa – como ocupar conscientemente nosso corpo. É por meio dessa corporificação consciente, dessa capacidade de sentir plenamente o que somos, que poderemos despertar para níveis mais elevados de consciência, para sabedoria do corpo. Embora potencialmente todos tenham a capacidade de sentir o corpo em sua integridade, a imagem sensorial que temos de nós mesmos é em geral fragmentária e cheia de distorções. Além disso, o corpo que pensamos conhecer tão bem é, em grande parte, um corpo “histórico” – um corpo moldado pelo passado, pelo resultado de reações físicas e emocionais há muito esquecidas, que foram formadas no início da nossa vida. O corpo é moldado também, evidentemente, pelo presente, principalmente pela falta de consciência sensorial.Várias traduções espirituais asiáticas, principalmente o zen-budismo, o budismo tibetano e o taoísmo, realiza um trabalho de conscientização sensorial que mostrou uma forma nova e essencial do relacionar-se consigo mesmo e com suas próprias energias.
Qualquer pessoa que leve o trabalho de conscientização a sério descobtirá dois fatos notáveis. O primeiro é que geralmente vivemos a vida num estado de “amnésia somática” – passamos a maior parte do tempo ignorando as sensações corpóreas, que são extremamente ricas em informações. A consciência que temos do nosso corpo não é apenas cheia de lacunas como também muitas vezes errôneas, e isso foi frisado por vários terapeutas físicos, profissionais do trabalho corporal e outros. O segundo é que essa amnésia somática está intimamente associada a nossa amnésia emocional: a constante incapacidade de sentir as emoções e atitudes que realmente motivam o nosso comportamento. As lacunas referentes à sensação geral do corpo não são meras lacunas de percepção corporal: elas representam também lacunas de percepção mental e emocional.
Os padrões falhos de respiração são resultados de muitos anos e estão intimamente relacionados a nossa auto-imagem, aos nossos padrões individuais de ilusão, fuga e esquecimento. Por conseguinte, não é apenas uma questão de aplicar as técnicas certas; nem tampouco de consultar um terapeuta físico ou outro profissional de trabalho corporal para aprender a mecânica da respiração, da mesma forma que vamos a um mecânico para consertar um carburador ou escapamento que estão com defeito. Trata-se, antes de mais nada, de uma questão de reeducação perceptual, de aprender como sentir-nos a nós memsos de uma modo e de uma perspectiva inteiramente novos.
Um dos primeiros passos – um passo que não pode ser de forma alguma evitado neste trabalho é, portanto, aprender como “acompanhar”, sentir os movimentos da respiração sem interferir neles nem tentar mudá-los. Este trabalho de acompanhamento – que em muitas terapias e escolas é deixado de lado – fornece a base sólida da percepção interior exigida para que se possam sentir os vários mecanismos envolvidos na respiração e observar as forças físicas, emocionais e mentais que agem sobre eles. Como afirmou Ilse Middendorf, uma das grandes pioneiras da terapia da respiração, é percebendo o processo de ir e vir da respiração que descobrimos a brecha que mostra o inconsciente e nos tornamos capazes de promover a expansão consciente rumo a nossa plenitude. A experiência me diz que essa expansão da consciência, uma espécie de “boas vindas” que damos a tudo aquilo que somos, está no cerne da paz e do relaxamento interior completos – uma libertação orgânica da camisa-de-força que é nossa auto-imagem e da tensão, do strees e das emoções negativas que tantas vezes abrigamos em nossa vida interior e exterior. São essas boas-vindas a base da plenitude, a verdadeira saúde.
Quando começamos o trabalho de autopercepção, podemos observar que em nossa vida há três tipos de respiração. O primeiro, e mais comum, é a respiração equilibrada, na qual existe um equilíbrio relativo entre inspiração e expiração, yang e yin, sistema nevoso simpático e parassimpático. Quer seja superficial, quer profundo, esse tipo de respiração reflete o equilíbrio automático, inconsciente, presente em nossa vida. No segundo tipo, a respiração depuradora, a expiração tem prioridade sobre a inspiração. Ele às vezes ocorre espontaneamente sob a forma de um suspiro ou gemido quando estamos física ou emocionalmente sobrecarregados de toxinas ou tensões. A longa expiração ajuda-nos a relaxar e limpar o corpo dessas toxinas, principalmente o dióxido de carbono. O terceiro é a respiração energizante, no qual a ênfase recai sobre a inspiração. Esse tipo de respiração verifica-se às vezes de modo espontâneo sob a forma de bocejo quando estamos cansados ou entediados. A inspiração longa e profunda nos fornece mais oxigênio e, por conseguinte, mais energia, ajudando a motivar-nos para ação.
A forma como inspiramos e expiramos revela muito de nossa postura diante da vida. Podemos observar, por exemplo, como a extensão a finalidade do ato de inspirar refletem nossa disposição e capacidade de renunciar, de acreditar em algo que não apenas os ornamentos de nossa auto-imagem.Podemos observar como, sob ação do medo ou outra forte emoção negativa, nós restringimos o fluxo da respiração através da contração de várias partes do corpo, a fim de reduzir a energia disponível para o sentimento; e como, diante de emoções mais agradáveis, o fluxo e a duração da respiração aumentam, permitindo-nos ganhar mais energia e, assim, sentir mais.
Á medida que aprendermos a nos sondar – principalmente no que se refere à respiração – veremos que a sensação de intenso esforço nas diversas áreas da vida é, em geral, de uma relação “errada” não apenas com nossos atos, mas principalmente, com nós mesmos. Não se trata de algo errado no sentido ético ou moral, mas sim no de contraprodutivo, algo que vai de encontro às leis da harmonia de funcionamento. O esforço errado constringe a restringe a respiração, nos isola de nossa própria energia e provoca ações que não pretendíamos empreender. Como afirmou Moshe Feldenkrais, “a sensação de esforço é a impressão subjetiva de movimento desperdiçado, de outras ações que se processam, além das que eram pretendidas”.
Qualquer pessoa que tenha estudado artes marciais, tai chi, dança, yoga, etc. Sabe que o corpo é capaz de grande inteligência, sensibilidade e ação quando consegue libertar-se de tensões desnecessárias. Há a lenda do mestre de tai chi que conseguiu relaxar tanto, ficar tão sensível às forças em ação dentro e ao redor dele próprio, que seu corpo balançava suavemente diante do impacto do pouso de uma mosca em seu ombro. Mais fantástico do que as lendas podem aparecer, é a capacidade de ser sensível ao que se passa dentro de nós em meio à ação, de estar relaxado e livre o bastante para perceber as sutis variações nos sentimentose sensações, que já no âmago da saúde e do bem-estar.é por meio da respiração natural que podemos começar a ter contato com essa liberdade.
Uma das mais belas definições de respiração natural que já encontrei é a do conhecido psiquiatra Alexander Lowen, um discípulo de Reich: “A respiração natural, isto é, a maneira como uma criança ou um animal respiram – envolve todo o corpo. Nem todas as partes desempenham função ativa, mas todas são afetadas em grau maior ou menor pelas ondas respiratórias que perpassam o corpo. Quando inspiramos, a onda respiratória começa no fundo da cavidade abdominal e flui em direção a cabeça. Quando expiramos, ela reflui da cabeça em direção aos pé”.
Quando inspiramos, à medida que o ar viaja do nariz e da traquéia, o diafragma desce um pouco para dar lugar a esse deslocamento do diafragma. Assim, o primeiro movimento que percebemos na respiração natural é a descida do ar e do diafragma. À medida que os pulmões começam a encher-se de baixo para cima, porém, ocorre um movimento ascendente do ar, um movimento semelhante ao que se verifica quando enchemos um copo ou garrafa -; o mqual é reforçado por um movimento distensor do meio do peito e ascendente do esterno, dando mais espaço às partes média e superior dos pulmões.
Durante a expiração, podemos sentir o ar subindo e saindo, ao tempo em que o diafragma progressivamente relaxa, ressumindo sua forma característica de abóboda. Simultaneamente, sentimos o movimento descendente do esterno e a contração das costelas e do abdômen, que em conjunto, provocam um relaxamento generalizado que faz o corpo como que descer em direção a terra. Assim, inspirando ou expirando, podemos sentir dói movimentos simultâneos se processando em direções opostas. Com efeito, é através da sensação simultânea desses movimentos opostos do ar e dos tecidos que podemos desenvolver a percepção cinéstesica, a sensibilidade interior, necessária ao relaxamento dos tecidos e à apreensão do movimento da energia em nosso organismo.

Publicado por: nataraja8 | 13/01/2010

Praticando Yoga


Praticar corretamente as posturas do yoga envolve mais do que apenas alinhar o corpo. Feitas com discernimento, as posturas integram o corpo, mente, a inteligência, os nervos, a consciência e o Si Mesmo, num todo único e harmonioso. Pode parecer que os ásanas (as posturas) só envolvem o corpo físico, mas na realidade, diferentes posturas podem afetar as mensagens químicas enviadas para ou pelo cérebro, aprimorando e estabilizando o estado mental do praticante. O yoga tem uma capacidade ímpar de acalmar o cérebro e os nervos, que são os veículos entre o corpo fisiológico e o psicológico, e de revigorar e tranquilizar a mente, ralaxando depois todo o corpo.
O corpo anatômico compreende os membros e as partes de sua estrutura. O físico consiste nos ossos, músculos, pele e tecidos. O fisiológico compreende-se de coração, pulmões, físico, baço, pancreas, intestinos e demais orgãos. Os nervos, o cérebro e o intelecto compõem o corpo psicológico.
Para praticar corretamente as posturas, deve-se aprender a integrar todos esses níveis.
Os iniciantes no yoga têm a mente não cultivada e, assim, devem apenas se manter no nível do corpo. Para aprender as posturas, os principiantes devem, sem afobação, preocupar-se basicamente com a correta execução dos movimentos. Deve também captar a totalidade da postura, sem se perder nos detalhes mais sutis. é mais importante começar se esforçando para alcançar a establidade dentro da postura, o que dá uma sólida base para construção da prática. Depois, no estágio intermediário, a mente é afetada pelas mudanças do corpo. Quando alcança esse estágio , o praticante está fazendo os movimentos corretamente e seu corpo está sob seu controle; então, ele deve conduzir a mente para entrar em contato com cada parte do seu corpo.
O estágio avançado, é o estágio do conhecimento íntimo, em que a mente leva o corpo a entrar em contato com a inteligência. Assim que isso acontece, a mente deixa de ser uma entidade separada, e a inteligência e o corpo se tornam um só.

“O corpo é seu templo. Mantenha-o puro e limpo, para que a alma possa habitá-lo”

Publicado por: nataraja8 | 12/01/2010

Montando um altar



my altar

Upload feito originalmente por tussenpozen

Um altar apropriado deve ter imagens ou representações do corpo, da fala e da mente iluminados de Buddha, que servem como lembretes do objetivo da prática buddhista — desenvolver estas qualidades em cada um e poder beneficiar inteiramente todos os seres sencientes. A razão para ter um altar não é ter fama, ostentar riqueza, ou alimentar o orgulho, mas reduzir as aflições mentais de quem o faz e procurar a habilidade de ajudar a todos os seres sencientes.

Onde colocar o altar?

O melhor lugar para um altar é em um aposento dedicado a isto, mas se você viver em um lugar pequeno e não puder reservar um quarto separado para a veneraçãO, qualquer aposento pode ser usado. O tamanho do altar não é importante, mas deve estar em um lugar limpo e respeitável, mais elevado do que o nível de sua cabeça quando você se senta em frente a ele. Se estiver em seu quarto de dormir, o altar deve ser colocado perto da cabeceira de sua cama, nunca no pé, e deve ser mais elevado do que a cama. O altar deve estar em uma prateleira separada ou num móvel reservados para esta finalidade, e não deve ser usado para mais nada, como colocar despertadores, bolsas, etc.

Os objetos e o que eles representam

Um altar buddhista apropriado possui símbolos do corpo, da fala iluminada e da mente, representados tradicionalmente, por uma estátua ou uma foto de Buddha Shakyamuni, uma escritura, e uma stupa. Ao menos, o altar deve possuir uma imagem de Buddha Shakyamuni, a origem e a fonte dos ensinamentos em nosso tempo. A respeito da colocação das imagens, é importante que Buddha Shakyamuni seja a figura central. Outras imagens não são realmente necessárias, mas se você quiser pode colocá-las em torno da figura central nesta ordem: lamas raiz, yidams (as divindades do tantra de união superior, as divindades do tantra de atuação e então as divindades do tantra de ação), dakinis, e finalmente as divindaedes protetoras. A ordem nunca é feita pela qualidade do material ou do artista. Freqüentemente é melhor ter somente algumas imagens, para não causar distração.
A escritura que representa o discurso do Buddha não precisa estar escrita em tibetano ou em sânscrito, mas pode estar em qualquer língua. Pode ser o Sutra do Coração, se você desejar representar todos os ensinamentos de Buddha, ou pode ser uma escritura especial relacionada à sua prática. Se o altar for constituído de três ou mais níveis, a escritura deve ser colocada no mais elevado, acima da estátua de Buddha. Se o altar estiver em um nível, a ordem deve ser, da esquerda para a direita: escritura, Buddha, stupa. A mente do Buddha é representada tradicionalmente por uma stupa da iluminação, mas você não precisa sair e comprar uma de prata ou de ouro. Uma imagem ou um modelo da argila são perfeitamente aceitáveis. A stupa deve ser colocada à direita da imagem de Buddha, ou abaixo do Buddha se o altar for constituído por diversos níveis. Os objetos no altar representam também as Três Jóias do refúgio. Se houver somente uma estátua de Buddha Shakyamuni, pense que ela representa todas as Três Jóias.
Se houver também uma escritura e uma stupa, pense que a stupa representa a Jóia de Buddha, a escritura representa a Jóia do Dharma, e a imagem do Buddha representa a Jóia da Sangha.
É importante ter em mente que os objetos sobre o altar serve como meios para direcionar a mente de cada um para o Buddha e para as qualidades iluminadas de Buddha, as quais desejamos emular para o benefício de todos. Mantendo um altar, estamos tentando cultivar as qualidades de Buddha — seu corpo iluminado, sua fala iluminada e sua mente iluminada. Ao lembrarmos destas qualidades e aspirando ao seu desenvolvimento, reduzimos as qualidades negativas do apego, ódio e ignorância, e aumentamos as qualidades positivas como fé, respeito, devoção e regojizo.

Fazendo Oferendas

Não há limites no que pode ser oferecido, e há vários níveis de oferendas. Geralmente, podemos oferecer qualquer objeto, mas particularmente objetos que falem aos cinco sentidos, forma, som, odor, sabor e tato. Na tradição do Buddhismo Tibetano, é costume oferecer sete potes com água, os quais representam os sete estágios das prostrações (oferenda, confissão, regojizo, qualidades positivas próprias e dos outros, súplica aos Buddhas para permanecerem neste mundo, suplica para ensinarem aos outros e dedicação de méritos). Flores, velas ou lamparinas de manteiga e incensos também são comumente oferecidos.
É costume oferecer parte de uma refeição antes de comer e um pouco de chá antes de beber. As coisas para serem oferecidas devem estar limpas, novas e adequadas. A comida deve ser oferecida em sua melhor parte, fresca e limpa, nunca velha, sobras ou estragada. É melhor oferecer coisas que você já tem ou que pode obter sem dificuldade. Não ache que você tenha que privar os outros para fazer as oferendas, muito pelo contrário — a oferenda de maneira alguma deve ser fruto de roubo, trapaça ou sofrimento aos outros. Ao contrário, deve ser obtido honestamente. De fato, é melhor não oferecer nada que tenha sido obtido com o mínimo traço de negatividade. Enquanto faz as oferendas, pense que o que está sendo oferecido são, em essência, as suas próprias qualidades positivas e a sua prática, embora possa parecer na forma de objetos externos. Estas oferendas externas não devem ser imaginadas como limitadas ao espaço do altar, mas devem ser vistas como um numero vasto, tão vasto como o espaço.
Ofereça comida com o desejo de que todos os seres não sintam fome, e ofereça água para que todos os seres não sintam sede. É importante pensar que as divindades aceitam as oferendas, as consomem e ficam satisfeitas. Pense que, fazendo estas oferendas, todos os seres serão purificados de suas negatividades e que a natureza última da realidade está satisfeita. O propósito de fazer oferendas é acumular mérito e, em particular, desenvolver e aumentar a mente de generosidade e reduzir a avareza. Fazendo as oferendas você também cria as causas necessárias para, no futuro, se tornar generoso, natural e espontaneamente.

Colocando Oferendas no Altar

Se você tiver espaço, coloque as oferendas um pouco mais baixo do que os objetos de refúgio no altar. Quando acordar pela manhã, é costume pelo menos lavar seu rosto antes de se aproximar do altar e oferecer prostrações e então fazer as oferendas — isto é um sinal de respeito pelos objetos representado ali. Faça as oferendas como se estivesse recebendo um dignitário ou um grande ser em sua casa, e é importante ser gracioso e respeitoso.
Ao oferecer água no seu altar, você deve ter no mínimo 7 potes. Comece com água fresca todos os dias. Os potes devem estar secos e limpos. Despeja um pouco de água em cada pote antes de colocá-las no altar. Coloque os potes numa linha reta, bem próximos mas não encostados. A distância entre eles é tradicionalmente referenciada como sendo da espessura de um grão de arroz. Os potes devem ser cheios até o comprimento de um grão de arroz da borda, ou seja, nem muito, nem pouco. Despeje a água com o formato de um grão de arroz, ou seja, como um fio de água no início, aumento o volume gradativamente e reduzindo-o novamente chegando ao fim. Tente não respirar sobre as oferendas.
Se você tiver uma lamparina de manteiga, você pode colocá-la em seu altar entre o terceiro e quarto potes da água. As lamparinas ou velas simbolizam a sabedoria, eliminando a escuridão da ignorância. Nos monastérios tibetanos, as centenas das lamparinas são iluminadas como oferendas. Não há realmente nenhum limite à quantidade de potes de água ou de lamparinas.

Abençoando as Oferendas

Após ter despejado a água, acendido as velas e oferecendo o incenso, abençoe as oferendas mergulhando uma parte de grama kusha (ou de um galho da árvore) na água, recitando OM AH HUM três vezes (as sílabas-semente do corpo, da fala e da mente de Buddha), e polvilhando então as oferendas com água. Visualize que as oferendas estão abençoadas.

Dedicação

Se as oferendas externas se tornam puras ou não, ou se elas se transformam em uma causa para um bom renascimento na vida seguinte, uma causa para conseguir a liberação, ou uma causa para conseguir a iluminação para beneficiar todos os seres, depende da motivação do praticante e de sua dedicação. A dedicação é crucial. Não esgotará, nem limitará o acúmulo de mérito de cada um, mas irá multiplicá-la e aumentá-la. É excelente dedicar o mérito de fazer oferendas à eliminação do sofrimento e de suas causas de todos os seres, à sua realização de felicidade durável, e à paz do mundo.

Retirando as Oferendas

Ao final do dia, antes ou no pôr-do-sol, esvazie os pote um por um, seque-os com um pano limpo e empilhe-os de cabeça para baixo em cima do altar ou retire-os e guarde-os. Nunca deixe os potes vazios virados para cima sobre o altar. A água não é simplesmente jogada fora, mas é oferecida às plantas em sua casa ou no jardim. O alimento e as flores devem também ser postos em uma parte externa e limpa do lugar, onde os pássaros e os animais possam comê-los. As frutas podem ser deixadas no altar por alguns dias e então poder ser oferecidas aos pássaros; não há nenhuma necessidade de jogá-las fora.

Tenzin Yignyen

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