Almir Nahas estará constelando conosco no dia 16 de abril às 19hs. Inscrevam-se!
Constelações Familiares, sabe como funciona?
Em um encontro de Constelação Familiar um grupo de umas 12 pessoas, que geralmente nem se conhecem, participam de uma simulação simbólica de alguma questão, problema ou dor de um dos presentes, o sujeito da constelação. Escolhidos casualmente os participantes passam a desempenhar intuitivamente papéis de pais, filhos, mães, irmãos ou cônjuges daquele que apresentou seu problema para ser constelado. Em menos de duas horas, quase sem dizer nada, em sua maioria por gestos e expressões, as pessoas se deixam levar por sutis impulsos que os movem em um tabuleiro de relações familiares repleto de emoções e significados. Quem interpreta toda essa ação é sujeito da constelação que, ao final do encontro, experimenta uma grande compreenssão e sensação de alívio profundo em relação à sua dor ou problema.
O trabalho é conduzido por um terapeuta altamente especializado que, praticamente sem interfirir no processo, garante as condições para que o trabalho flua até o seu melhor resultado.
Nataraja Desenvolvimento Humano convidou neste mês de abril o especialista Almir Nahas, experiente constelador com ampla formação e longa trajetória de facilitação deste tipo de encontro. É com ele que conversamos agora:
P: Almir, você é um especialista em visão sistêmica. Fale-nos um pouco sobre isto.
A visão sistêmica é uma visão ampliada da vida. Assim como percebemos em nós as tristezas e alegrias dos acontecimentos que afetam a outras pessoas próximas a nós, e reconhecemos essas sensações em nós mesmos, também somos afetados por vibrações mais sutis, e muitas vezes não nos damos conta delas. Podemos perceber as leves, mas inegáveis vibrações da água em um jarro com os sons do ambiente. Nós também vibramos com os acontecimentos que nos dizem respeito, alguns mais intensos e evidentes, outros praticamente imperceptíveis. Alguns óbvios, outros profundamente misteriosos para nós mesmos.
P: Como você começou a fazer Constelações Humanas?
Meu envolvimento com o universo do conhecimento sistêmico é relativamente recente diante da minha experiência profissional. Começou em 2004. Antes de aportar nessa praia muito vasta e cheia de possibilidades a explorar, naveguei pelo Comércio (aos 14, trabalhava com meu pai, informalmente), pelo Jornalismo (revistas da Editora Abril e produção jornalística em TV), Comunicação Empresarial, Assessoria de Imprensa, e mais adiante pela área de Pesquisa de Mercado.
Fiz uma formação internacional em Constelações Sistêmicas Organizacionais, Consultoria Sistêmica e Coaching Sistêmico, e ampliei as possibilidade de uso da técnica da análise sistêmica para muitas áreas da vida: as relações pessoais e familiares, as estruturas empresariais, o marketing, a gestão de pessoas e de marcas.
P: Você tem uma formação bem ampla e bastante variada. Como toda essa experiência se conecta com seu trabalho de constelador?
Sou formado em jornalismo pela ECA-USP, fiz especializações em Marketing, Comunicação Empresarial, Pesquisa de Mercado, Coaching e diversas formações complementares. Se nem todos os cursos nos quais investi eu apliquei na prática, certamente eles contribuem com a minha atual visão de mundo, que resulta na minha ação prática como consultor. Entre eles, já fiz cursos de redação de roteiros para TV e cinema, música, PNL, Coaching. Desse caldo de experiências eu sou feito, e com ele eu me proponho a utilizar as ferramentas sistêmicas de diagnóstico para me colocar a serviço de pequenas a grandes empresas, de ONGs e instituições particulares e governamentais.
Reconheço que tenho uma trajetória inquieta e caleidoscópica, que encontrou um foco arrebatador bem numa fase da vida em que estou cada vez mais interessado na síntese, no essencial. Foi quando conheci as Constelações Sistêmicas Familiares segundo Bert Hellinger, e suas amplas possibilidades de aplicação a favor do autoconhecimento, meu interesse essencial.
Tenho mais de 25 anos de trabalho voluntário ligado a uma instituição religiosa. Uma das vantagens de se chegar aos 52 anos, casado e com 3 filhos, é já ter colecionado muitos cursos, muitas vivências e muitos itens no currículo. Hoje não jogo nada fora, procuro aproveitar tudo, porque de alguma forma me reconheço em tudo o que já vivi e em todas as pessoas que já passaram e naquelas que ficaram e ficarão.
P: Além das Constelações Familiares você também é um dos pouco no Brasil a ter formação e atuação em Constelações Empresariais. Como é este trabalho?
A terapia sistêmica e a sua aplicação empresarial caracterizam-se por gerar diagnósticos rápidos e possibilidades de atitudes práticas e transformadoras.Não se trata de uma proposta que pretende substituir outras visões, mas sim complementá-las, ampliando dando força para as possibilidades de solução.
Com intervenções rápidas, precisas e econômicas, a proposta é chegar à essência dos problemas que abordamos e permitir que o próximo passo seja visto com clareza pelos nossos clientes. Posicionamentos apoiados em valores essenciais, estratégias sustentáveis, soluções de longo prazo e resultados consistentes. É o que estou oferecendo aos meus clientes através da minha consultoria, a Olhar Sistêmico.
Também trabalho com equipes, projetos, produtos e pessoas, gerando planos de ação radicais, por serem apoiados em raízes profundas, e agudos, capazes de promover as mudanças com consistência e permitir aos meus clientes as tomadas das melhores decisões.
P: As Constelações trabalham as redes de relacionamento humano, certo?
O ser humano visto como uma individualidade isolada é uma ficção, uma teoria. O ser humano se move, ao longo da vida, em campos relacionais – ou sistemas – e se define pela qualidade dos vínculos que estabelece ao longo da vida. A família, as empresas, os grupos religiosos, as nações, são exemplos de sistemas ou campos relacionais onde de verdade a vida acontece. Algo que acontecer a um dos membros do sistema, afeta a todos os outros membros, seja esse efeito perceptível ou não.A visão sistêmica traz à tona os aspectos implícitos das relações, aqueles sobre os quais não falamos porque não somos conscientes deles, mas que mesmo assim estão presentes e afetam as nossas formas de pensar, de sentir e de fazer escolhas. Olhamos os sistemas humanos como móbiles. Cada pessoa é uma peça do móbile. Se algo faz uma peça balançar, seja uma brisa ou a mão de uma criança, todo o móbile balança.Tudo que é vivo está em constante movimento, e nesse movimento está realizando intensa troca de informações. A totalidade da vida é um imenso conjunto de sistemas em eterna interação. Com o foco sistêmico, olhe para dentro de si ou olhe ao redor, o que o ser humano vê são sistemas interligados e seguindo seus movimentos.
P: De onde vem as Constelações Familiares?
A terapia sistêmica fenomenológica, que começou a ser estruturada na Alemanha há mais de 30 anos, interessou-se primeiro pelas questões pessoais e passou a buscar no campo familiar as respostas e soluções para as mais diferentes situações de vida. Em pouco tempo migrou para os outros sistemas – nações traumatizadas por guerras, empresas ou equipes de trabalho com dificuldades operacionais ou financeiras, conflitos, dúvidas ou dilemas. Ao fazer emergir o que estava implícito, permite uma nova consciência sobre antigos problemas, e gera um novo movimento onde havia estagnação, uma nova fluência onde havia emaranhamentos.
P: Muito obrigado Almir, será um prazer tê-lo em nosso espaço nos trazendo um pouco deste seu trabalho tão especial.
Eu é que agradeço a oportunidade de estar com pessoas interessadas em se conhecerem mais profundamente para assim construírem não só a própria paz, equilíbrio e prosperidade, como também contribuírem para um mundo mais consciente, humano e feliz.
Concluindo
De acordo com a Wikipedia, a Constelação Familiar consiste em um método no qual um cliente apresenta um tema de trabalho e, em seguida, o terapeuta solicita informações factuais sobre a vida de membros de sua família, como mortes precoces, suicídios, assassinatos, doenças graves, casamenos anteriores, número de filhos ou irmãos.
Com base nessas informações, solicita-se ao cliente que escolha entre outros membros do grupo, de preferência estranhos a sua história, alguns para representar membros do grupo familiar ou ele mesmo. Esses representantes são dispostos no espaço de trabalho de forma a representar como o cliente sente que se apresentam as relações entre tais membros. Em seguida, guiado pelas reações desses representantes, pelo conhecimento das “ordens do amor” e pela sua conexão com o sistema familiar do cliente, o terapeuta conduz, quando possível, os representantes até uma imagem de solução onde todos os representantes tenham um lugar e se sintam bem dentro do sistema familiar.
Se você está interessado em participar conosco da próxima contelação dirigida por Almir Nahas em Sorocaba, entre em contato conosco e inscreva-se para o próximo dia 16 de abril quando, a partir das 19h, estaremos reunidos no Nataraja Desenvolvimento Humano para esta oportunidade única.
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